2026 será o ano das mulheres no Brasil
elas simplesmente vão definir o rumo na nação.
Em 2026, o campo político fará o que o mercado deveria fazer sempre: focar nas mulheres. Assim como são tomadoras de 90% das decisões de compras dos lares brasileiros, elas têm em suas mãos o poder de decidir eleições. Foi assim em 2022, quando o voto feminino - principalmente o das mulheres negras - barrou o avanço da extrema-direita no Brasil. O fenômeno tem se repetido em outros países como Espanha e Polônia.
“As mulheres têm sido, consistentemente, a maior barreira de contenção contra a extrema direita no Brasil e no mundo” - Rosana Pinheiro-Machado, cientista política e antropóloga (leia a análise completa aqui)
Mulheres são a maioria do eleitorado brasileiro. São também a maioria entre os indecisos para a eleição de 2026. Todos os campos do espectro político estão de olho nelas, embora historicamente o voto feminino tenha tendido à esquerda.
Mas afinal, o que as mulheres querem?
Mulheres tendem a priorizar temas diferentes dos homens, colocando violência, saúde e preocupação com a desigualdade social como pautas prioritárias.
A pesquisa Mulheres em Diálogo (Instituto Update/IDEIA, 2025) reflete essa tendência do eleitorado:
Essas pesquisas refletem os avanços e retrocessos que as mulheres vêm enfrentando nos últimos anos.
O Mapa da Violência Contra a Mulher registra um aumento dos casos de feminicídio, enquanto as denúncias ao disk 180 cresceram 33% no último ano. As mulheres também têm uma percepção maior de aumento da violência urbana - 62% delas percebem aumento da criminalidade, versus 53% dos homens (Datafolha, 2025).
A questão salarial também é muito presente. Embora o gap de gênero tenha diminuído nos últimos anos, mulheres recebem 20% menos que homens no Brasil. A luta por igualdade é quase unânime, unindo mulheres de diferentes espectros políticos: 87% das brasileiras concordam que mulheres devem ter remuneração igual à dos homens quando desempenham a mesma função ou ocupam o mesmo cargo (Instituto Update/IDEIA, 2025).
As mulheres têm uma percepção de que representatividade política faz toda a diferença. A maioria das eleitoras já votou em candidatas mulheres e 72% das entrevistadas na pesquisa Mulheres em Diálogo consideram urgente e necessária a ampliação da participação feminina na política.
Tá, e o que as marcas têm a ver com isso?
Além dos políticos, sabe quem pode dar uma ajudinha nessas pautas? Marcas que desejam se conectar aos mais profundos anseios das consumidoras.
Temos diversos cases de marcas aliadas no combate à violência contra a mulher (oiê, Magalu e Avon!), mas a pauta deu uma arrefecida nos últimos anos.
Igualdade salarial, empregabilidade e liderança feminina também são pautas “seguras” para marcas, pois agradam tanto mulheres conservadoras quanto progressistas.
Se já tivemos marcas apoiando o voto em candidatos LGBTQIAP+, onde estão as campanhas pelo voto em mulheres?
Não é só no voto que as mulheres estão poderosíssimas. Elas comandam 50% dos lares brasileiros, viram sua renda aumentar e taxa de desemprego cair nos últimos anos, estão retomando seu poder de consumo e buscando a possibilidade de acessar novos espaços. Entre 2019 e 2024, o número de mulheres CEOs nas 250 maiores empresas dobrou para 6%, e cargos executivos saltaram de 23% para 34%, números que ainda estão abaixo do ideal, mas vêm crescendo consistentemente.
Mulheres são o grande motor de transformação social no Brasil. Não dá para pensar em futuro sem pensar nas mulheres que estão ativamente criando esse amanhã. As marcas que perceberem isso e criarem conversas relevantes com elas só têm a ganhar.
A 65|10 é uma consultoria e agência especializada em comunicação com mulheres. Há 10 anos atuamos em pesquisa, mediação de processos criativos e craft de campanhas que conectam as maiores marcas do mundo ao público feminino. Acreditamos que mulheres não são nicho, elas são o mercado. Bora criar algo bonito juntas? Manda um alô ;)




